terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Dupla de 2015 - [ A-hargentina ]

Depois de nove meses você vê o resultado, que é nada mais nada menos que um novo post nesta bagaça!

Nem eu acredito que estou aqui de volta vos escrevendo minhas irrelevâncias. Nesse intervalo de tempo meu PS2 (sim, PS2) foi consertado e já pifou novamente. No momento não tenho grana nem pra pegar um PS3, nem outro PS2 novo, provavelmente nem um PSX... É a crise! Alguns dizem que não há crise alguma, que é apenas uma invenção dos governos, um discurso pra justificar a gestão ruim de nossos administradores municipais, estaduais e federais. Um joga a culpa pro cacique maior. Sendo uma crise de fato ou não, posso dizer que vi a realidade onde trabalho. Parte dos trabalhadores terceirizados dispensados, exoneração de vários funcionários em cargos de comissão, redução dos plantonistas, etc. Algumas pessoas acham que com essa tal crise deveria se instalar um caos, que as pessoas parassem de fazer compras, ir ao cinema, viajar. Para os que não perderam seu emprego, creio que nada disso foi necessário, apenas uma reflexão e certa contenção de gastos, já que a inflação vem subindo abraçada com o dólar, enquanto a gasolina e a conta de luz não sabem o que é diminuir.

Em todo caso, 2015 tem sido um ano especial, obviamente não pelas crises sócio-economico-morais, mas por dois fatos inéditos pra mim, e até então impensados de ocorrer tão repentinamente. Em junho surgiu uma oportunidade que eu não pensei que teria coragem de aproveitar. Minha namorada havia me dito que algumas passagens estavam em promoção, então sem nenhum compromisso fui conferir os preços. Ao abrir a lista simplesmente não pude acreditar no que via. Passagens pra Buenos Aires com preço de viagem nacional. Mas até aí o inacreditável era apenas o preço. Fui comunicar logo meu compadre que é um grande entusiasta de viagens e há algum tempo desejava que eu o acompanhasse em suas aventuras latinas. Ultimamente ele nem estava na intenção, mas a oportunidade também mexeu com ele, que buscou logo convencer um outro casal de amigos (até então).

Pouco mais de 1h depois estávamos comprando as passagens! Meu Deus, nem pensei em perguntar nada a minha mãe, tia, primos... apenas segui o desejo. Infelizmente não consegui comprar todas as passagens para o mesmo vôo, mas isso era o que menos importava, a vontade era de gritar, soltar fogos. Algo que nem era sequer imaginado até o início da noite, seria o plano principal dos meses a seguir. Fui deitar ainda agitado, o sono demorou a chegar. Só fiquei mais tranquilo após receber as confirmações de reserva dos bilhetes.

Dois fatos inéditos? Até agora só se falou de um. Enfim, esse ano foi ano de Rock in Rio, ja sabíamos que ia ter Metallica. Queen mesmo sem Freddie é uma dádiva, Queens of Stone Age também foi legal, até System of a Down que ainda não assisti sei que posso afirmar que foi bom. Lulu Santos e Paralamas também não deixaram a desejar. Mas havia um show especial... o do A-ha! Assim como Queen, é uma banda atemporal. Além de tantas músicas que já ouvia, eles ainda conseguem manter o nível de composição e performance. No dia do show deles também aconteceu um eclipse, a tal lua de sangue. Minha mãe me pediu pra descer pra ver junto com ela a lua, logo na hora do show. Provavelmente perdi metade da apresentação, mas não fiquei muito chateado, afinal logo os veria... ao vivo! Sim, A-ha ao vivo! Esse é o tal segundo fato inédito deste ano! Que por si só já precisa de outra postagem. E lá vamos nós...

Stay On These Roads, my friends!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Luto pelo Brasil ou Luto pelo Brasil?

A eleição presidencial desse ano poderia facilmente ser o enredo de algum filme. A já começar pela morte do presidenciável Eduardo Campos. Marina, sua vice e por conseguinte candidata após a tragédia começou liderando as pesquisas assim que seu nome foi lançado. Não se sabe até onde pelo fato da comoção, ou pelo mote da nova política. Por outro lado a polarização PT-PSDB parecia ameaçada. Aécio amargurava o 3° lugar, enquanto tentava lançar suas propostas e associar o nome de Marina ao PT. Já Dilma não poupou Marina, muito menos Lula pegou leve com sua ex-companheira. A propaganda do PT foi muito bem feita no sentido de destroçar ('desconstruir' foi um eufemismo) Marina. O exemplo mais claro que tivemos foi o da autonomia do Banco Central, que segundo Dilma, faria com os banqueiros tomassem conta e a comida sumisse das mesas das famílias. Infelizmente muita gente não tem informação suficiente para discernir certas coisas. E pelo visto esse golpe pegou em cheio. Sendo assim, a 15 dias do pleito, Marina começou a despencar nas pesquisas, enquanto Dilma subia e Aecio parecia crescer muito pouco. Faltando uma semana, e depois de duros debates, as pesquisas já davam empate técnico entre Aécio e Marina.

O último debate do 1° turno já era uma prévia do que viria a ser o 2°. Dilma parecia já não se importar tanto assim com Marina e visava mais Aécio pro confronto direto. A recíproca era verdadeira. Marina já se mostrava abatida, pois mesmo com os debates não havia tempo suficiente para apresentar bem as propostas. A propaganda gratuita dava menos de 2 minutos a ela enquanto daria cerca de 10 a Dilma.

No fim, a campanha de Aécio ganhou gás e superou bastante os índices das principais pesquisas. Marina aumentou um pouco o percentual de votos que teve em 2010. Ela obteve maioria no Acre e Pernambuco, além de expressiva votação no DF. Aécio, como esperado, teve mais votos no Centro Oeste e Sul, e foi esmagador em SP. Já Dilma veio dominando Norte e Nordeste, com ressalvas a Rondônia e Roraima, junto dos territórios marineiros.

O 2° turno foi ainda pior no sentido dos ataques, e os debates apenas serviram pra acirrar ainda mais os ânimos. A fábrica de boatos e jogo sujo não pararia até o dia final. Os de ordem pessoal, imagino que todos já ouviram: Aécio cheira cocaína, bate na mulher... Nas redes sociais, os MAVs (Militância em Ambiente Virtual ou algo assim) agiram disseminando outros boatos, inclusive se passando por eleitores de Aécio e fazendo comentários racistas. Isso sem contar a distribuição de jornais e panfletos nas ruas, e mensagens por celular, a maioria informando que quem não votasse em Dilma, perderia a bolsa família.

No dia da eleição do 2° turno eu estava de plantão, então fui votar logo cedo. Por coincidência encontrei dois colegas de trabalho, mas não peguei fila na minha seção. Os resultados do exterior saíram logo de manhã e davam margem ampla a Aécio, o que parecia um bom sinal. Mas no começo da noite fomos confrontados com o resultado final, cuja apuração só foi liberada assim que acabou a votação no Acre. Eu estava na casa de minha tia, com minha mãe e namorada. A vitória que parecia tão perto não veio. Enquanto se sentia o desapontamento geral por todos aqueles que queriam mudança, aos que votaram em Dilma, só pude constatar felicidade nos militantes e nos "inocentes".

Que 2015 traga alguma esperança...