terça-feira, 24 de julho de 2012

Home Sweet New Home

Pessoas, chegou a hora da mudança! E não estou falando de política, apesar de ela estar precisando também. Depois de muito vai não vai, empurra-empurra, estica e puxa (sem festa da Xuxa!), e quase 30 anos de residência fixa, é hora de mudar.

Como começo desse post vou tomar como referência a cerimônia de entrega do condomínio. Esta seria a primeira vez que eu entrava lá. Por si só as duas torres são impactantes, e pra quem passou a vida toda morando em um prédio de 4 andares então! A "cerimônia" já havia começado quando cheguei, e fiquei de pé enquanto uma moça explicava uma série de trâmites (legais ou não). Enquanto isso eu dava pequenas voltas pela quadra, tentando olhar o que havia ao redor. Logo eu começaria a encontrar figuras conhecidas. Afinal, é Aracaju! Que inocência a minha acreditar que eu sairia dali sem encontrar uma alma que eu ja não tivesse conhecido. Primeiramente, um cidadão do tempo de escola. O mais engraçado é que das vezes que o encontrei, foram em situações semelhantes, reunião de condomínio, reunião de igreja, ou seja, pequenos aglomerados... parece que é uma condição pra o cidadão aparecer. Mas até aí, estaria tudo normal. Até aí. Mais algumas voltas, e meus olhos percebem outro conhecido, alguém que havia sido meu professor na graduação. Aí o sinal de alerta! O que mais estaria por vir?

A partir daquela hora não poderia duvidar de mais nada! Então começava o momento de maior tensão da noite. A escolha (espontânea) do síndico e sua trupe. Nesse momento, eu consegui um lugar pra sentar. Como em qualquer outra escolha desse tipo, muito cochicho e 10 minutos de espera até que alguma alma se voluntariasse a um cargo que não fosse o de síndico, talvez o de sub-síndico, ou quem sabe o de conselheiro. Depois do primeiro, abre a porteira e um rebanho resolve ceder também. No meio desse rebanho, surge a principal surpresa. Meu chefe! WHAT? Que p(#!*& tu tá fazendo aí? Acenei pensando isso. Depois do Minha Casa Minha Vida, agora tem o Meu Chefe Meu Vizinho. Em seguida, mais uma surpresa escolar viria. Na hora em que a trupe se apresentou aos outros moradores, dizendo o nome e apartamento que iria ocupar, percebi mais um colega do tempo de escola. Mas lá do tempo de 2a ou 3a série, ou seja, quase 20 anos depois o cara resolve (se desenterrar!) aparecer de novo. Parece encosto! Não sei se fiquei mais surpreso por como o cidadão está hoje ou com o fato de eu ter reconhecido ele. Daí finalmente o síndico se revelou, houve um sorteio de brindes para cada prédio e a "festa" começou! Minha mãe conversava com meus tios e eu fui dar umas voltas pra tentar tirar algumas boas fotos. Uma sensação estranha tomava conta, pois eu respondia como morador, mas nem sabia se de fato iria morar. O professor me achou depois, conversamos rapidamente, mas ainda não podia crer que ele seria um "vizinho". Também não pensei que minha mãe conheceria pessoalmente meu chefe num evento que não fosse relacionado ao trabalho. Para completar a noite, sem perceber fui filmado pelo programa de uma colunista social...

Alguns dias depois desse evento, o ap. em que ainda moro foi vendido. Tão logo a venda realizada, começou a correria. Tirar tudo das gavetas, guarda-roupa, e outros móveis. Um infindável rasgar de papeis, documentos antigos, contas, boletins, contratos, agendas, jornais, cadernos velhos. Tinha simplesmente de tudo. De repente se descobre coisas que nunca haviam aparecido e a vem a vontade de guardar coisas que talvez não sejam tão necessárias assim. Mas eu já havia me livrado de várias coisas há alguns meses, quando surgiram os primeiros rumores de mudança. Até me arrependo de ter usado a caixa da guitarra pra ter jogado tanta tralha fora. Enfim, ainda assim, me foi reclamado que eu estava guardando muita coisa. Não vou abrir mão das minhas coisas assim tão simplesmente, o que tiver de ser jogado fora será jogado, o que tiver de ser dado, será. E o resto eu taco fogo!!!

(~ Momento Toninho do Diabo ~)

Minhas caixas já estão todas arrumadas. É bom ter um lugar extra pra guardar suas coisas em caso de emergência. Casa da namorada, da tia, do amigo, seja lá de quem. Tenha esse lugar. Principalmente se estiver indo pra um lugar menor. Ainda não me livrei das roupas. Preciso fazer esse filtro, ou farão por mim, e sei que vou me arrepender de deixar isso acontecer. Eu não vou conseguir levar tudo que queria, mas a melhor parte pelo menos está garantida. Até o PS2 já está guardado. Sei que não terei tempo mesmo para jogar ate terminar o bendito artigo da Pós. Agora não falta muito (posso dizer que tá em uns 90% de andamento). Nem pra mudança, nem pra terminar o artigo. Mas o artigo vai primeiro. Tem que ir primeiro! Até porque se eu ficar sem internet em casa antes dessa bagaça acabar, vai ser um problemão...

Semana passada fui no novo ap para fazer a vistoria. Não fazia idéia de como era alto, a visão é linda e ao mesmo tempo assustadora. Olhar exatamente pra baixo não é muito recomendável, mas ao longe dá pra ver o rio, parte da praia, o aeroporto. Estou curioso pela vista noturna, e o nascer do sol. Acredito que será relaxante até demais! Ainda não escolhi qual será meu quarto, mas acho que a escolha vai pender pro lugar que tiver a melhor vista.

O que não será relaxante é a atualização de endereço em trocentos cadastros, mas faz parte. A parte boa, é que sei que vou me livrar da Oi. A conexão não da nem muito problema, mas não conseguir dar um up na velocidade foi decepcionante. Mesmo que eu fique um tempo sem internet, sei que vou conseguir algo melhor em breve. É nessa esperança que realmente aposto pra conseguir pegar o pacote completo da GVT. Algo que também me preocupa é o trãnsito. Apesar de estar sem carro no momento. Now, I have no Idea! (Ninguém vai entender essa) Terei que aprender novos caminhos e criar novas rotinas. Agora que minhas aulas acabam estou indo morar praticamente do lado da universidade.

Por fim, a palavra é uma só: ansiedade.

"Galinha de casa a gente não corre atrás." (Martelotta, 2012)