Sim, pessoas (e não pessoas) ... demorei demais pra botar algo aqui, mas estou de volta! Muita coisa pra contar, mas não por causa desses meses, e sim pelos últimos dias. Dias épicos, inesquecíveis, infelizmente apenas 4. O sacrifício pela espera, e por não desistir realmente valeu a pena. Até chegar ao aeroporto não acreditava que estava indo a São Paulo, e pra ver um show do X Japan! Toda a viagem foi maravilhosa, não somente o show, apesar que este desde o começo seria o ápice, a chave de ouro pro fechamento.
Logo ao chegar em SP, fui pro hotel, passei mais de meia hora na fila esperando pra fazer o check-in enquanto 3 peruanos tagarelavam na minha frente. Depois de tudo acertado, finalmente pude deitar um pouco, recarregar de leve as baterias, minhas e a do celular, apreciar a vista do quarto e partir pra encontrar um amigo na Liberdade. Fomos direto a um restaurante bem aconchegante e movimentado. Pedi um curry com camarão empanado, não foi ruim, porém mais que nunca sei que tenho uma certa dificuldade com comida apimentada... nada que 3 latinhas de coca-cola não façam! Dali seguimos pelas lojinhas, e uma vontade muito grande de sair levando tudo. Até que segurei bem a onda, já que as despesas com transporte iriam dominar. Em todo caso, não poderia sair de lá sem nada, principalmente sem alguma mini-katana abridora de cartas. Não demorou até eu me encantar por uma (e ainda babaria por várias outras). Um monte de lojinhas apertadas, muita muamba, os clássicos postes vermelhos, muita gente me xingando em coreano, foi difícil acreditar que eu estava lá, mesmo algumas horas depois. O principal ponto foi o Sogo, onde fiquei um booom tempo, muita coisa pra olhar, e além disso, o cidadão sendo muito amigo do pessoal das lojinhas do último andar, se quisesse podia até acampar lá, ficar vendo anime, old japanese movies, e tocar o terror! Lá encontrei uma camisa bacana do X Japan. (Chupa Aracaju!!!!) Ao cair da noite, fomos comer takoyaki no McDonalds! (Como assim!??) Obviamente, mesmo na Liberdade, o McDonalds não serve takoyaki... No entanto, o que uma boa mochila não faz, ne? Acho que eu poderia comer esses malditos bolinhos de polvo a noite toda! =x
No sábado, depois de um bom café da manhã, fui ao shopping que ficava em frente ao hotel retirar o ingresso. Pra quem tá acostumado aos shoppings daqui, dá uns 3 ou 4 dentro. No outro dia eu sentiria as pernas reclamando. No aviso do Ingresso Rápido, dizia não ser permitido retirar o ingresso no dia anterior ao show nas lojas Fnac credenciadas. Não custava tentar ne? Ainda bem que consegui retirar sem problemas. Devo ter passado bem 1h só olhando os livros, estátuas, posters, jogos, cds... me arrependo de não ter tirado certas fotos, também não queria ficar parecendo um turista do interior que tira foto de tudo! Pensei que uma amiga me acompanharia nesta jornada, mas ela deu pra trás... fazer o que ne? São detalhes ruins, só não me deixei abalar com eles. Foi uma viagem boa demais pra ser estragada por detalhes.
No sábado, depois de um bom café da manhã, fui ao shopping que ficava em frente ao hotel retirar o ingresso. Pra quem tá acostumado aos shoppings daqui, dá uns 3 ou 4 dentro. No outro dia eu sentiria as pernas reclamando. No aviso do Ingresso Rápido, dizia não ser permitido retirar o ingresso no dia anterior ao show nas lojas Fnac credenciadas. Não custava tentar ne? Ainda bem que consegui retirar sem problemas. Devo ter passado bem 1h só olhando os livros, estátuas, posters, jogos, cds... me arrependo de não ter tirado certas fotos, também não queria ficar parecendo um turista do interior que tira foto de tudo! Pensei que uma amiga me acompanharia nesta jornada, mas ela deu pra trás... fazer o que ne? São detalhes ruins, só não me deixei abalar com eles. Foi uma viagem boa demais pra ser estragada por detalhes.
Depois da missão cumprida, era hora de rodar por São Paulo. Já que eu tinha ganhado um city tour, fui aproveitar. Pra quem mora numa capital pequena, São Paulo já havia me impressionado desde o momento que vi pela janela do avião, a quantidade de prédios, arranha-céus imponentes, o Morumbi, e o trânsito incessante... graças a Kami-sama não tive nenhum problema com este. Assim, passei por diversos pontos importantes, tais como o Parque Ibirapuera (bela caminhada), o Planetário, o Obelisco, Av. Paulista, Praça da Sé, Viaduto do Chá, o centro financeiro, o impostômetro marcando quase 1 trilhão de reais (passou desse valor ontem), o Museu do futebol, no Pacaembu, por sinal muito interessante, e bem barato. Numa parte do passeio pelo museu dá pra ver dentro do estádio, tudo limpo, gramado em perfeitas condiçoes, nem dava pra acreditar que ali geralmente se abrigam os torcedores do curintya. =x E pra finalizar o Morumbi! Ahhh, Morumba...!! Pena que cheguei lá perto de fechar pra visitas e ainda ia ter um evento. Deu pra ver a loja e o campo, felizmente um tapete! Só lá dentro pra ter a noção de como é majestoso. As coisas não são baratas na loja, mas tem de tudo! Até a taça da Libertadores pra incentivar os compradores. Apesar de muito rápido, foi emocionante. Espero voltar podendo comprar algo, ou pra ver um jogo!
À noite voltei a Liba pra encontrar uma amiga, Eliana, e seu namorado. Frio from Patagonia, e a desgraça do ziper do casaco emperrando! O primeiro restaurante que fomos, lotadinho... começa a garoar e seguimos pra outro, que acabou sendo... o que eu tinha almoçado no dia anterior! Depois de uma leve espera, lá entro novamente. Dessa vez, deixei os pratos apimentados de lado e preferi um combinado de lamen com gyoza. Muito bom!! Algumas pessoas ganham meu respeito mostrando repúdio a Fanta uva. Despues de boas histórias, tentativas de leitura de kanjis, e com o bucho cheio nos despedimos. Karaoke não foi dessa vez!
E assim chegamos ao domingo, o grande dia, nem dormi demais, acordei cedo e tentei planejar tudo assim que pulei da cama. Logo que a fome veio, me vesti apropriadamente e desci pra tomar café da manhã. Ainda que passando muito mais tempo na rua do que no hotel, fiquei me perguntando se depois de dois dias ali eu não encontraria ninguém que também fosse ao show. A partir daí as coisas começaram a mudar. Sentei sozinho em uma mesa que dava logo pra entrada do refeitório, chegava mais gente que o dia anterior, até então pensei que deveria ter sentado em outro lugar. Depois do segundo copo de suco, duas cidadãs sentam a mesa me cumprimentando com um singelo olhar. Talvez minha camisa com kanjis finalmente tivesse chamado a atenção de alguém. Enquanto comia, prestava atenção nas conversas alheias, e as cidadãs falavam sobre shows. Me senti obrigado a perguntar se iriam ao bendito show, e a resposta foi positiva! Logo descobri que éramos vizinhos, elas de Maceió. Uma era vocalista de uma banda cover de J-Rock, anisongs e afins. Não muito tempo depois, um grupo entrou, e um deles com uma camisa do X. Esses eram do Paraná. Mas não pareciam querer muita conversa... Enfim, já era um começo de dia bem promissor. Eu ainda tinha que mandar e-mails e tentar algum último contato antes do show. Me arrependi um pouco de não ter acompanhado o grupo delas, mas o café não desceu tão bem assim. Ainda fui ao outro shopping, vizinho ao que fica em frente ao hotel. Vi um carinha que ia ao show fazendo poses pra fotos, acredito que junto com o pai, mas não consegui manter contato. Devia ter ido no dia anterior nesse shopping, mas não era prioridade também, fica pra uma próxima. Então voltei ao quarto, e depois de algumas mensagens, lá ia eu mais uma vez pra Liberdade. Aproveitar a feirinha, e a companhia da noite anterior. Almoço no subway, coisa leve pra não dar nada errado antes do show ne! E partindo em seguida pra enfrentar a multidão nas barraquinhas. Comprei coisas simples, mas consegui agradar muita gente por aqui, então valeu. Me despedi do bairro japa passando por uma lojinha de doces, se a fila não tivesse tão grande, eu faria umas gordices! =D
Às 4h, horário que pensei que abririam o local do show, me dirigi pra lá. E lá fico sabendo que a Yamato tinha atrasado toda a programação em 1h, mas tudo bem. Ao chegar não vi nenhum conhecido logo de cara, então fui acompanhando a fila, quase dando a volta no quarteirão finalmente encontro... Stephanie de Oliveira, Henrique Marques e Felipe Fujimori! Me aproximei calmamente e com um pisão anunciei minha chegada. Alguns minutos depois recebo chamadas de Otto, the Carrot. Alguns problemas de comunicação e geografia foram resolvidos com uma caminhada de 30 segundos. Então, ele e sua namorada se juntaram a nós. Alguns queriam salgadinhos, outros um luminoso.. Ooooh o luminoso!!!! Polêmicas, histórias do passado, como todos tinham se conhecido, músicas alternativas surgidas com a inspiração do atraso de uma fila de show, orkutices, vídeos para a posteridade e fotos insanas. Tudo o que foi possível fazer em um círculo de amizade, em 4h de espera, foi feito. Inclusive uma fogueir...quase. Aí a fila começou a andar. Dentro do local, o stand oficial já não tinha mais nada pra vender... Me acomodei num lugar não muito central nem muito perto, mas com um pouco de sorte, dava pra ver o palco todo sem grandes obstáculos, exceto pela grua. Passada-se 1h, um cidadão bem do meu lado grita: Ei Yamato, vai tomar no c*!!!!! \o/ E quando os mais pessimistas começam a coçar a cabeça querendo o dinheiro de volta, a banda finalmente entra no palco! Particularmente, eu gosto das músicas novas, mas os clássicos continuam insuperáveis. Rusty Nail, X e Kurenai certamente levaram todos à looooooucura loucura loucura! Sugizo inicia um belíssimo solo de violino, quando uma melodia familiar ecoa... eu não acreditei até a namorada do Carrot começar a cantar o clássico de Tom Jobim. Yoshiki e sua voz de gueixa, conversando com o público quase como uma menininha, e de repente urrando como o capeta no meio do Pólo Norte!! WE ARE X! Minha câmera não aguentou mais que 3 músicas, mas pelo menos acho que pude curtir melhor o show. Creio que o momento mais mágico se deu com Endless Rain, com todos cantando e os balões voando. Toshi apenas contemplava emocionado. Nessa hora acredito até que os seguranças choraram! No mínimo era de arrepiar até a alma! Tocar Forever Love em seguida foi apelação. Nunca tinha visto tanta gente passando mal em um show. Depois que o Yoshiki se jogou pra galere, aí sim não pararam de passar cadeiras de rodas com as menininhas insandecidas. Fato é que foi uma apresentação épica e pra uns 80% dos presentes, o show da vida de cada um.
Day after... não pude aproveitar mais nada, apenas acordei, e segui meu rumo ao aeroporto. O vôo teve um atraso e encontrei inusitadamente com um cidadão que tinha ido ao show. Foi a saideira. Tentarei ver o pessoal daqui que também foi, mas lá não achei. Uma mistura de felicidade e saudade... deixaria ali as melhores lembranças que tive nos últimos tempos. Eliana, Renan, Steh, Marques, Fuji, Otto e Pri, muitíssimo obrigado! Agora espero que venham pra cá! Infelizmente não consegui encontrar todos, mas teremos outras oportunidades. Quem sabe com X Japan novamente, ou alguma outra banda que valha a pena também.
Agora, pouco a pouco volto a realidade.
Vídeos na Fila do X Japan
