
Que lições tirar do carnaval? Sim, até do carnaval podemos tirar lições pro resto da vida. A que eu tirei foi que não se deve bater o carro um ou dois dias antes do carnaval (Ahh, lição por lição não se deve bater nunca!), o pior não é só ficar sem ele só durante o feriado, isso é até fácil, principalmente quando se decide que ficar em casa é a melhor opção. No entanto, feriado é sinônimo de acidente também, ou seja, companhia é o que não falta pro veículo, provavelmente uma centena (ou mais... certamente mais!) de colegas vão compartilhar da espera pela bendita restauração. Mas tudo tem seu lado bom (e vamos a mais lições), inclusive ficar sem mobilidade veicular própria. O sedentarismo é posto de lado, as pernas aprendem novamente a carregar as pequenas distâncias. O trânsito se transforma num plano secundário, é bom ficar um tempo sem se preocupar ao ver o tanque vazio, escutar as buzinas, esperar os semáforos (dentro do carro é diferente), lavar o carro. É uma paz estranha... acho que aproveitei bem. Posso comparar talvez a férias escolares, é uma época boa, mas depois de um certo tempo, acaba cansando. No caso, o que acaba cansando são as pernas. Fora o susto, o que foi realmente pior... foi ser o protagonista. Ser observado por todos que passavam na avenida mais movimentada da cidade, nunca pensei que passaria por essa situação. Por sorte não era horário de pico, mas não foi muito longe disso também, já que ainda era horário de almoço. Se bem que nessas horas, a fome some e a gente nem percebe. Mas depois das 4h da tarde percebi até demais...! Só voltei a passar pelo local essa semana, enfim... trauma superado.
Pensava inocentemente que não poderia haver dia pior que o acima referido, mas aconteceu! Antes de sair de casa, um prenúncio... um dos postes aqui da rua absurdamente pega fogo, vários sons de estouro e depois de uns minutos de forma aparente o caos elétrico cessa. O fim do caso só soube após voltar pra casa, depois de longas horas, numa lenta (sem querer) aventura, a qual se inicia quando eu pego um ônibus no local errado, e tenho que fazer todo o percurso da linha até chegar onde quero, nisso fui parar em uma das cidades vizinhas daqui, realmente não foi agradável, à medida que o ônibus se distanciava da cidade, os passageiros restantes eram mais... tensos! Conseqüentemente, minha pessoa também ficara. Quando cheguei ao primeiro local já havia se passado duas horas, e era hora do rush... sabia que não chegaria a tempo de encontrar nenhum dos professores que eu queria falar, mas decidi arriscar. Dito e feito. Na verdade, mal feito... já na biblioteca, conformado em voltar pra casa com um livro pra não dizer que não consegui nada, o celular toca... (isso não é bom sinal!) e após a conversa, o celular rejeita a mão e se joga no chão... de "barriga"... touchscreen days... já eram! Mas foi bom enquanto durou, ser bem pequeno era ao mesmo tempo uma vantagem e uma desvantagem. A fragilidade foi maior que sua pequenez (qualquer coisa era maior que aquilo, frase óbvia!). Saldo = sem dinheiro, sem celular, um livro e muita fome. Depois seria hora de saber o saldo do caos elétrico vespertino, que queimou todos os decodificadores da TV a cabo do condomínio, alguns computadores (graças a Deus não o meu), danificou o tubo de imagem de uma TV daqui e levou embora o home theater que eu tanto gostava, ele já tava meio ruim mesmo... E por muita sorte, eu tirei da tomada o PS2, a TV e o decodificador que ficam aqui no quarto. Foi a única sorte desse dia.
Devo ter mencionado sobre esse dia para algumas pessoas, mas não podia deixar de escrever aqui, daqui a muitos anos quero rir disso.
Foto: Pão com Ovo 8D (Belo [ou não] blog para se baixar jogos de PS2);
Além da referência blogueira também serve como presente de páscoa para os visitantes. Tem ovo pra todo mundo!!! See you next time!
